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Doença oncológica mais frequente no mundo, quando diagnosticada em fase inicial, apresenta índice de sucesso de tratamento superior a 90%

Em termos de incidência de doenças oncológicas, o câncer de pele é o mais frequente no mundo. No Brasil, 25% de todos os tumores malignos diagnosticados são de pele. “Por outro lado, ao ser diagnosticado precocemente, o tratamento pode ser mais simples e o índ ice de sucesso supera 90%”, afirma Dr. João Duprat, Diretor do Núcleo de Pele e Dermatologia do Hospital A.C.Camargo.

Entre os principais tipos de câncer de pele estão o carcinoma basocelular (70% dos diagnósticos); o carcinoma espinocelular (25%) e o melanoma (5%). Desses, o mais agressivo é o melanoma. Por essa razão, em termos de malignidade, a doença é classificada em câncer de pele do tipo melanoma e do tipo não melanoma.

 

Fatores de risco

O principal fator de risco para câncer de pele é a exposição à radiação ultravioleta, concentrada nos raios solares e, também, nos processos de bronzeamento artificial. Por essa razão, seja na praia, na piscina ou no dia a dia, as pessoas nunca devem se expor ao sol sem proteção. Entre as recomendações estão: evitar o banho de sol entre 10h e 15h – 16h no horário de verão; usar chapéus, camisetas e protetor solar com fator de proteção 30 e reaplicá-lo a cada duas horas; na praia, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta; e não fazer bronzeamento artificial.

 

A regra do ABCD

Outra forma de se proteger é ficar atento a mudanças na pele. “Para diferenciar uma pinta benigna de uma lesão de risco costumamos orientar o paciente a seguir os critérios da chamada regra do ABCD”, afirma Dr. Duprat, explicando que cada letra refere-se a uma característica comum a pintas que podem indicar câncer de pele: A – Assimetria; B – Bordas irregulares; C – Coloração (várias cores ou tons); D – Diâmetro (maior de 5 milímetros e aumento ou diminuição do tamanho). No entanto, o auto-exame não substitui a necessidade de exame periódico realizado por um médico, pelo menos, uma vez por ano. “No caso de pessoas com histórico de câncer na família, o acompanhamento deve ser mais frequente”, alerta Dr. Duprat.